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O quê é Cistite?
A cistite é um processo inflamatório ou infeccioso da bexiga, que geralmente é causada por bactérias. Pode ser também causada por fungos, vírus ou mesmo ter origem desconhecida. Entre os tipos de cistite que acometem a população, os mais comuns são:

Cistite Instersticial

Também conhecida como síndrome da bexiga dolorosa, a Cistite Intersticial consiste em uma doença crônica de bexiga com uma variedade de sintomas: dor no baixo ventre ; piora com o enchimento da bexiga, aumento da frequência e urgência de urinar; ir muitas vezes ao banheiro a noite; ausência de infecção ou outras doenças evidentes.

A Cistite Intersticial é uma doença difícil de ser diagnosticada e pouco conhecida. O diagnóstico é feito por exclusão de outras doenças semelhantes e pode levar até 5 anos para se obter o diagnóstico correto.

Uma das explicações para essa doença se caracteriza pelo comprometimento da parede da mucosa da bexiga, que quando defasada perde a sua impermeabilidade. Dessa forma, torna-se vulnerável a irritação e inflamação.

Cistite Bacteriana  

A Cistite Bacteriana Recorrente é caracterizada pela alta frequência de recorrência da cistite. As cistites podem ser causadas por persistência bacteriana ou reinfecção. Essas reinfecções são muito comuns e ocorrem em no mínimo 60% das mulheres.

Cistite Actínica      

A Cistite Actínica é uma inflamação crônica da bexiga induzida por radiação. Consiste em uma complicação do tratamento de radioterapia no combate a tumores na região pélvica, principalmente próstata, bexiga, colo de útero, ovário e reto.

Isso acontece, pois durante a irradiação as células não cancerígenas podem ser afetadas, inclusive a camada protetora da bexiga (GAG), a qual perde o seu efeito de impermeabilidade e proteção.

Por isso, os sintomas que podem surgir durante ou depois do tratamento oncológico se assemelham aos da Cistite Intersticial além de fortes hemorragias.
O quê causa a Cistite Intersiticial?
A causa da Cistite Intersticial ainda não é totalmente esclarecida, pois não se sabe ao certo o que leva uma pessoa a desenvolver essa doença crônica. Entretanto, acredita-se que a doença tem origem multifatorial (possui várias causas), dentre elas:

• Infecções urinarias crônicas;

• Agressão vesical persistente por diferentes substancias tóxicas na urina;

• Doença autoimune (quando o sistema imunológico não funciona corretamente e ataca o próprio organismo);

• Radiação-Tratamento Radioterápico;

• Comprometimento da camada protetora da bexiga, conhecida como glicosaminoglicanos (GAG).

Pode- se dizer que, a lesão desta camada protetora possibilita que ocorra a penetração de substâncias agressivas presentes na urina, através da parede da bexiga, desenvolvendo assim os sintomas da doença

Quais são os sintomas?
Os principais sintomas são:

• Dor Suprapúbica / pélvica (região abaixo do umbigo);

• Dor relacionada ao enchimento da bexiga e alivio após o seu esvaziamento;

• Urgência urinária;

• Frequência urinária alta;

• Noctúria (necessidade de esvaziar a bexiga durante a noite).

Além dos sintomas, a Cistite Intersticial possui significativo impacto na qualidade de vida da sua (seu) portadora (or). Isto é, a vida sexual, o pisicológico, a vida social, a família e o trabalho são altamente afetados por essa doença.

Qual a população que sofre desta doença?
A Cistite Intersticial é uma doença que atinge principalmente mulheres (de 85 a 90%), sendo em sua maioria na idade fértil. Cerca de um quarto das pacientes diagnosticadas tem menos de 30 anos. A de 200 a 300 casos a cada dez mil pessoas.

Portanto, no Brasil há mais de duzentos mil casos de Cistite Intersticial. Por ser uma doença difícil de diagnosticar, o tempo médio para o correto diagnóstico da doença pode demorar de 4 a 5 anos.

Como é feito o diagnóstico da Cistite Intersticial?
O diagnóstico adequado deve ser feito por um especialista habituado a tratar este tipo de problema, sendo o urologista e o ginecologista os principais especialistas habilitados para este diagnóstico. O diagnóstico é feito baseado na história do paciente, mais alguns exames simples.

É necessária, em alguns casos, a exclusão de algumas doenças que tem sintomas parecidos. Por ser uma doença difícil de diagnosticar, o tempo médio para o correto de diagnóstico varia de 4 a 5 anos.

Quais são os tratamentos disponíveis?
As opções de tratamento disponíveis são diversas. O foco do tratamento é combater a dor e restaurar a qualidade de vida do paciente.

Inicialmente, recomenda-se mudanças nos hábitos comportamentais para controlar o quadro. (leia mais aqui)

Em um segundo momento:

• Medicamento orais: Amitriptilina, hidroxizina, cimetidina ou pentosan polissulfato.

• Medicamentos Injetáveis (instilados dentro diretamente na bexiga) : Ácido hialurônico; DMSO, heparina.

Em casos extremos, até cirurgias são indicadas.

Porém, seu médico é a pessoa mais indicada para determinar qual ou quais modalidades melhor se aplicam ao seu caso.